segunda-feira, janeiro 28, 2008

Estudos feitos na Universidade da Califórnia, em Berkeley, liderados pelo economista Richard Norgaad, mostram que o dano ambiental que os países do chamado primeiro mundo causaram aos países em pobres é muito maior do que a dívida externa destes últimos. Entre as décadas de 60 e 90 o consumo e a destruição de recursos da natureza por parte dos ricos vão, ao longo do século XXI, impor uma perda de 7 trilhões e 400 bilhões de dólares às nações pobres e em desenvolvimento, como o Brasil. Nas mesmas décadas, a dívida externa dos pobres somou um trilhão e 700 bilhões de dólares.
O estudo foi publicado no Brasil pela Folha de S. Paulo e dá outros números impressionantes: neste século, o prejuízo ambiental provocado pelos países ricos ao planeta somará 47 trilhões de dólares. O professor Richard Norgaad e seus colegas afirmam em um bem elaborado relatório que suas estimativas são “conservadoras”. Os danos à saúde da Terra “como mudança climática, destruição da camada de ozônio, expansão da agricultura pesca predatória e danos a mangues” são incontáveis. O estudo acadêmico informa ainda que só os danos causados pelos gases de efeito estufa lançados à atmosfera pelos países ricos são alarmantes, provocando 97% das perdas dos países pobres.

publicado por Jotha R em 28.1.08 |



quarta-feira, janeiro 23, 2008

Os fundos de investimentos que o mercado classifica de socialmente responsáveis estão em plena expansão no Brasil. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo indica que os “socially responsible investments”, na denominação em inglês, tiveram seu patrimônio líquido triplicado em um ano. Passaram de R$ 500 milhões em dezembro de 2006 para R$ um bilhão e 700 milhões em dezembro de 2007. Os fundos que privilegiam ações de empresas com práticas socioambientais e de governança corporativa considerados adequados ao nosso tempo ganham novos investidores que antes não eram atraídos pela rentabilidade da Bolsa de Valores.
Roberto Gonzalez, da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais, Apimec, afirmou que “bancos, corretoras e outros agentes estão sendo procurados por pessoas físicas para que passem a analisar, sob o ponto de vista social e ambiental, os riscos das empresas na Bolsa. É uma tendência internacional que ganha força no Brasil.” Segundo a reportagem do jornal paulista, um dos fatores que impulsionaram essa demanda foi o lançamento, no final de 2005, do Índice de Sustentabilidade Empresarial, ISE, da Bovespa, carteira que hoje reúne 40 ações de 32 empresas.

publicado por Jotha R em 23.1.08 |



segunda-feira, janeiro 21, 2008

A nascente do Rio Araguaia, entre os estados de Mato Grosso e Goiás, continua em processo de desertificação conforme constatou um trabalho de campo feito por pesquisadores do Laboratório de Geologia e Geografia, Labogef, unidade pertencente à Universidade Federal de Goiás (UFG). A Revista Brasileira de Jornalismo Científico publicou matéria assinada pela repórter Celira Caparica detalhando esse grave problema ambiental. Os principais responsáveis pela desertificação são a monocultura de soja e a formação de pastos para a criação de gato. A vegetação nativa está sendo eliminada continuamente há mais de 15 anos.
“Com o tempo essas áreas são abandonadas e, com a remoção da cobertura vegetal, se transformam em areia pura”, afirmou a professora Rosane Amaral Alves da Silva, especialista em erosão e desertificação de solos do Labogef. O período de estudos da pesquisadora na nascente do Rio Araguaia – segundo a matéria transcrita no site Ecodebate – coincidiu com o aumento da produção de soja, atividade que pode ajudar a acelerar o aquecimento global. Fotos aéreas batidas em 1965 e imagens de satélite entre 1970 e 1980, não indicaram a presença de areal na nascente. Mas no final dos anos 80 eles se iniciaram, prolongando-se até a década de 90. Imagens de satélite recentes mostram areais de até 367 km2, indicando nítido processo de desertificação.

publicado por Jotha R em 21.1.08 |



quinta-feira, janeiro 17, 2008

O que pensam da ciência e – isso é fundamental – o que pensam do meio ambiente os candidatos que concorrem às eleições primárias, nos Estados Unidos? A revista científica americana Science, de prestígio internacional, fez uma bem trabalhada matéria a respeito, mesmo não tendo conseguido entrevistar nenhum deles. Os que se saíram melhor em pesquisas sobre seus discursos de campanha foram os democratas Hillary Clinton, Barack Obama e John Edwards. Dos cinco candidatos do Partido Republicano, só o senador John McCain tem propostas bem definidas sobre os temas. O ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, se referiu vagamente ao meio ambiente.
É fora de dúvidas que os democratas têm uma grande bandeira a seu favor, na questão ambiental. O ex-vice-presidente Al Gore, autor do livro Uma Verdade Inconveniente, depois transformado em filme ganhador do Oscar da Academia de Hollywood e Prêmio Nobel da Paz em 2007, é citado tanto por Hillary, Obama e Edwards como paladino na luta pela questão ambiental. Obama, por exemplo, disse que vai destinar 150 bilhões de dólares para o desenvolvimento de biocombustíveis em seu mandato. Hillary pretende destinar 60 bilhões de dólares ao Instituto Nacional de Saúde. Edwards afirmou que vai impor cortes na emissão de gases de efeito estufa com meta até 2050 e arrecadar 10 bilhões de dólares com o leilão de créditos de carbono. Os três também se posicionam bem quando a pergunta é o que fazer pela ciência. Vamos aguardar.

publicado por Jotha R em 17.1.08 |



segunda-feira, janeiro 14, 2008

Ainda neste mês de janeiro indígenas de aldeias Terena e Kadiwéu, localizadas na região do Pantanal (Mato Grosso do Sul), que integraram a primeira turma de 40 alunos do Curso de Agroecologia em Terras Indígenas, vão receber seus diplomas. O grupo formado por 28 homens e 12 mulheres se habilitou a ingressar no curso universitário sobre agroecologia, criado pelo Ministério do Meio Ambiente e a Universidade Católica Dom Bosco. Eles tiveram seis meses de aulas presenciais e de campo focadas principalmente em discussões sobre o curso pioneiro e na realização de diagnósticos e coletas de informações sobre as condições e o uso das terras nas próprias aldeias.
O professor Tércio Fehiauer, da Universidade Católica Dom Bosco e da Agência de Desenvolvimento Agropecuário e Extensão Rural do Mato Grosso do Sul, disse que “não só o curso de nível superior, voltado especificamente para os indígenas é pioneiro, como a própria agroecologia é uma ciência que ainda está sendo construída, em grande parte com a colaboração do conhecimento tradicional que é desconsiderado em outros ramos científicos.” Com a supervisão dos professores/mediadores, os alunos indígenas fizeram mapeamentos das condições da diversidade biológica e da cobertura florestal no território de suas aldeias e identificaram as principais necessidades e angústias das comunidades. O estudo conjugou a observação pessoal dos estudantes e a tomada de depoimentos dos anciões, sábios e líderes, que resgataram a história das aldeias e muitos conhecimentos que vêm sendo perdidos pelas novas gerações.

publicado por Jotha R em 14.1.08 |



quinta-feira, janeiro 10, 2008

A organização Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral declararam este ano de 2008 como um período de estratégia para aumentar o conhecimento e a conscientização sobre a importância dos recifes de coral, bem como chamar a atenção para o aumento das ameaças e perdas e, também, de ecossistemas associados, tais como manguezais e banco de algas. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Ano Internacional, além do esforço global para aumentar a consciência e o conhecimento sobre o assunto, é também uma forma de se apoiar trabalhos de conservação, pesquisa e manejo.
A mesma estratégia foi utilizada em 1997. Na ocasião, a iniciativa foi considerada um sucesso, tendo obtido a participação de mais de 225 organizações em 50 países e territórios e alimentado centenas de pesquisas científicas que deram origem a novas áreas marinhas protegidas, além do surgimento de numerosas organizações locais e globais dedicadas à conservação dos corais. No Brasil, as ações para o incremento do ano internacional estarão a cargo do Núcleo da Zona Costeira e Marinha da Secretaria da Biodiversidade e Florestas do MMA e das universidades Federal de Pernambuco e da Bahia.

publicado por Jotha R em 10.1.08 |



terça-feira, janeiro 08, 2008

O Ministério do Meio Ambiente divulgará, ainda nesta primeira quinzena de janeiro, a relação dos 32 municípios que mais devastam a floresta amazônica. Para isso, o governo seguirá três critérios. O primeiro observa o total desmatado no município desde 1988, ano em que teve início o monitoramento feito pelas autoridades federais. O segundo critério leva em conta o total desmatado nos últimos três anos e o terceiro faz um levantamento dos municípios onde se registrou aumento da taxa de desmatamento anual em pelo menos três vezes de 2002 até agora.
Com essa decisão, o governo espera reduzir o ritmo de desmatamento – em torno de 10% - registrado no último quadrimestre de 2007. Se não coibir esse aumento nefasto, o Brasil jogará por terra todo o esforço da fiscalização e das campanhas que reduziram em quase 60% o desmatamento na Amazônia e que serviram de propaganda do país no exterior. Com o mapeamento dos maiores poluidores, o Ministério do Meio Ambiente vai aplicar punições severas aos responsáveis. Mesmo com identificação ainda incompleta, os 32 municípios já têm seu recadastramento fundiário determinado por um decreto federal publicado na véspera do Natal.

publicado por Jotha R em 8.1.08 |



quinta-feira, janeiro 03, 2008

Neste ano de 2008, a Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj vai trabalhar com ânimo redobrado. Teremos uma nova arma: o nosso ônibus dotado de equipamentos que possibilitam análises de material recolhido que vai percorrer a capital e os outros 91 municípios, a serviço das comunidades. Estaremos também mais vigilantes, atendendo queixas, reclamações, denúncias e sugestões pelos telefones 0800-220008 (Alô Alerj) e 0800-2820230 (Disque Meio Ambiente), além de realizarmos vistorias in loco, audiências públicas, reuniões ordinárias e extraordinárias.
Temos a certeza do dever cumprido em 2007. Recebemos, entre os meses de fevereiro e dezembro, mais de 800 denúncias pelos nossos telefones. Foram registros referentes à poluição hídrica, visual, sonora, do solo, abandono de animais, proliferação de ratos e insetos. Desse total, quase 500 foram sobre poluição sonora, principalmente nos bairros de Copacabana, Lapa e Campo Grande e nos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Magé, na Baixada Fluminense. Um ponto do Rio de Janeiro continua sendo campeão de poluição sonora: é o cruzamento da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com a Rua Figueiredo Magalhães. As comunidades carioca e fluminense podem continuar confiando no trabalho da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj.

publicado por Jotha R em 3.1.08 |




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