quarta-feira, julho 30, 2008

A sociedade civil organizada reage de maneira contrária à construção da usina nuclear Angra 3, no município de Angra dos Reis. A reação da opinião pública em geral, porém, não anda no mesmo passo. As pessoas em geral não deram conta da licença que a empresa estatal Eletronuclear recebeu para fazer o empreendimento que, em outros tempos, estaria com destaque em toda a mídia. A Eletronuclear terá de apresentar uma solução definitiva para a disposição final dos rejeitos de alta atividade antes do início da operação da unidade.
Coloquei uma pergunta em meu site, solicitando a opinião dos leitores sobre a importante obra de engenharia. A esmagadora maioria dos consultados foi contra o licenciamento concedido pelo Ibama. Como descrevi acima, esses votantes no site são pessoas com opinião formada e que estão sempre antenados com as questões políticas e do meio ambiente. O tratamento dos rejeitos é apenas uma das 60 condicionantes da Licença Prévia relativa à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto-CNAAA, a usina Angra 3. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, da lista de exigências feitas à Eletronuclear, outras quatro são consideradas importantes e pioneiras no país.
Uma delas é a contratação de um laboratório - fundação universitária ou empresa independente da Eletrobrás - para fazer o monitoramento da radiação. A empresa responsável pela obra também deverá investir, até o limite de R$ 50 milhões, em saneamento das cidades de Angra dos Reis e Paraty. Como terceira medida, assumir os custos de manutenção e custeio da Estação Ecológica Tamois e do Parque Nacional da Serra da Bocaina e, por fim, realizar projetos de educação ambiental nas comunidades. Vamos ver como tudo isso vai caminhar.

publicado por Jotha R em 30.7.08 |



quinta-feira, julho 24, 2008

O governo vai construir, e de maneira rápida, mais uma usina nuclear – Angra 3 – na mesma área de Angra dos Reis. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), concedeu a licença para o empreendimento, com 65 condições específicas e gerais, entre elas a obrigatoriedade de se construir um depósito para o armazenamento dos rejeitos radioativos. Atualmente, o lixo nuclear das usinas Angra 1 e Angra 2 é acondicionamento em piscinas de resfriamento, no interior dos próprios estabelecimentos de energia nuclear.
Setores da sociedade civil organizada, entre eles o Movimento Greenpeace, reagiram negativamente à decisão do governo federal, favorável à construção de Angra 3. Anunciou o Greenpeace: “o aval técnico do órgão para a construção da terceira usina nuclear brasileira é uma afronta à Constituição Federal e ao contribuinte brasileiro, que pagará os bilhões dessa conta. Roberto Messias, novo presidente do Ibama, mal chegou e já trouxe más notícias aos brasileiros.”
Afirmou mais o Greenpeace: “Angra 3 ganhou licença ambiental prévia e suas obras poderão ser iniciadas. Na tentativa de justificar tamanho descalabro, o governo fez uma lista de 60 condicionantes à Eletronuclear, empresa responsável pelo projeto. Mas por mais benéficas que sejam as exigências, como o investimento na manutenção do Parque Nacional da Serra da Bocaina e no saneamento básico de Angra dos Reis e Paraty, elas não compensam a construção de uma terceira usina nuclear na região.”
As obras de Angra 3 terão início no mês de setembro. Haja pressa. Isso é uma imposição do capitalismo, cada vez mais veloz e desenvolvido no Brasil, especialmente com iniciativas feitas com dinheiro estrangeiro.

publicado por Jotha R em 24.7.08 |



segunda-feira, julho 21, 2008

O plenário do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) vai apreciar e referendar, em setembro, decisão da Câmara Técnica de Controle e Qualidade Ambiental, de alteração da resolução 335/03, que trata do licenciamento ambiental dos cemitérios. O prazo para a regularização dessas áreas deve ser ampliado em dois anos.
A resolução 335 estabelecia prazo de 180 dias para adequação dos cemitérios às novas normas para concessão do licenciamento ambiental, entre elas a distância que o nível inferior das sepulturas deve ter do lençol freático, o recuo das áreas de sepultamento e estudos de fauna e flora.
Diversos órgãos administradores de cemitérios têm dificuldades em fazer as adaptações à nova regra e pediram ampliação do prazo. Cleidemar Valério, assessora do Conama, afirmou, ao aprovar o pedido dos administradores: “é uma situação muito complexa que tem variáveis sociais, religiosas, culturais, que dificultam a aplicação imediata da resolução”.

publicado por Jotha R em 21.7.08 |



quinta-feira, julho 17, 2008

Os ministérios do Meio Ambiente e de Assuntos Estratégicos, iniciam, em agosto, a Operação Arco Verde, pela Amazônia, para atender demandas nos 36 municípios apontados como os que se encontram em estágio crítico de desmatamento. Inicialmente, serão visitadas quatro cidades em quatro estados diferentes: Amazonas, Rondônia, Pará e Mato Grosso. A operação é um complemento do Plano Amazônia Sustentável (PAS) e serve como um contraponto à ação policial da Operação Arco de Fogo, de fiscalização e repressão ao desmatamento ilegal na Amazônia.
A proposta básica da Operação Arco Verde é estimular a legalidade nas atividades agropecuárias e florestais da região amazônica. Uma das ações previstas na operação é uma linha de crédito voltada para a recuperação ambiental de imóveis rurais. Essa linha terá prazo de carência de até 12 anos, com tempo total de pagamento de até 20 anos. A taxa de juros passa para 4% para projetos florestais (reflorestamento e manejo) no âmbito dos fundos constitucionais.
As ações emergenciais de auxílio à população, pelos integrantes da operação são a entrega de 120 mil cestas de alimentos, distribuídas para 40 mil famílias (três cestas por família); contratação e capacitação de brigadistas para combater incêndios nas florestas (previsão de 7,2 mil trabalhadores por ano); agilidade no acesso ao Seguro-Desemprego para os desempregados desses municípios; além de atender a demanda por benefícios previdenciários e assistenciais.

publicado por Jotha R em 17.7.08 |



segunda-feira, julho 14, 2008

Importante vitória dos combatentes do meio ambiente e da qualidade de vida! A empresa Hershey's enviou carta ao Greenpeace se comprometendo a usar apenas ingredientes livres de transgênicos na fabricação de seus produtos. Segundo o documento assinado pelo diretor geral da empresa no Brasil, Aluizio Periquito Neto, a Hershey's agora passará a usar ingredientes de fornecedores que garantem matéria-prima livre de transgênicos. “A postura da Hershey's mostra sua preocupação com o desejo do consumidor e gera um efeito dominó em toda a cadeia produtiva, porque obriga os fornecedores a trabalhar com produtos que não causem danos ao meio ambiente. Fornecedores que nao se adequam às vontades dos clientes tendem a perder mercado, como aconteceu com a Cargill neste caso”, afirma Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace.A Cargill era uma das principais fornecedoras de matéria-prima da Hershey's, mas ao não garantir ingredientes como óleos e lecitina de soja e gordura vegetal livres de transgênicos, foi substituída pelas empresas Brejeiro e Imcopa - ambas presentes na lista verde do “Guia do Consumidor do Greenpeace”. O guia relaciona os produtos que usam ou não matéria-prima transgênica. Com o compromisso assumido pela Hershey's, o guia conta agora com 74 empresas na lista verde e 32 na lista vermelha. As empresas que não respondem ou que não fazem controle adequado para evitar a contaminação por matéria-prima geneticamente modificada são listadas na lista vermelha do guia. Até o momento, a empresa Garoto não se manifestou, deixando seus consumidores sem informações adequadas sobre o uso ou não de transgênicos em seus chocolares.

publicado por Jotha R em 14.7.08 |



quarta-feira, julho 09, 2008

Levantamento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), no relatório Tendências Globais dos Investimentos em Energias Renováveis 2008, indica que o investimento global em energias renováveis, em 2007, registrou crescimento de 60% em relação ao ano anterior, com US$ 148 bilhões aplicados no setor. O informe acaba de ser divulgado no Brasil pelo Movimento Greenpeace. De acordo com o levantamento, a energia eólica atraiu a maior parte dos aportes, cerca de US$ 50,2 bilhões de dólares. No entanto, o mercado que mais cresceu foi o de energia solar. O segmento recebeu cerca de US$ 28,6 bilhões, três vezes mais que em 2004.
Diz o Greenpeace que China, Índia e Brasil são a bola da vez. Juntos, os três países receberam 22% dos investimentos mundiais, o equivalente a US$ 26 bilhões. Os aportes são 14 vezes maiores que os realizados em 2007. Enquanto China e Índia desenvolveram o setor de energia eólica, o Brasil tenta manter o cenário de renovável às custas de grandes hidrelétricas e etanol. “A matriz elétrica brasileira tem recebido a maior quantidade de energia nova a partir de térmicas fósseis, contrariando a tendência mundial de investimentos em energias renováveis apontada pelo relatório”, comenta Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Renováveis do Greenpece Brasil.

publicado por Jotha R em 9.7.08 |



sexta-feira, julho 04, 2008

Depois de quase seis anos seqüestrada pelas autodenominadas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a ex-senadora Ingrid Betancourt foi resgatada por um comando do exército colombiano, na quarta-feira, dia 2, em plena selva amazônica. A sorte de Ingrid Betancourt, minha companheira de Partido Verde, sempre foi uma de minhas preocupações. No dia 7 de abril, aqui mesmo neste espaço, fiz um comentário sobre ela. Vou repeti-lo, dada a sua atualidade.

Liberdade já para Ingrid Betancourt

A ex-senadora e ex-candidata à Presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, há seis anos refém dos guerrilheiros das FARC, está com a saúde cada vez mais debilitada. Familiares, amigos, políticos e jornalistas que em todo o mundo dão cobertura ao seu calvário dizem que ela pode morrer a qualquer momento. Em 2003, no primeiro discurso que fiz da tribuna da Alerj, em meu primeiro mandato, comentei a tragédia pessoal de Ingrid Betancourt, uma militante verde em defesa do meio ambiente e dos direitos sociais. Solicitei às autoridades de Brasília, em especial ao Itamaraty, que colocassem em ação o prestígio brasileiro para libertar a política franco-colombiana.
À época de seu seqüestro, em 2002, Ingrid percorria o território colombiano em campanha presidencial, sob a legenda do Partido Verde Oxigênio. Lá, como aqui, as desigualdades sociais são imensas e a floresta amazônica vai sendo devastada pelos grandes conglomerados agrícolas e fazendas de criação de gado.A libertação imediata de Ingrid Betancourt é mais do que um ato de humanitarismo. Ela é uma figura que significa a paz, a justiça social e o bem-estar da Humanidade. O povo da Colômbia e as nações do mundo querem Ingrid viva!
O texto mereceu 12 comentários de pessoas que lêem diariamente este blog e me honram com seus comentários. Vou publicar alguns.
1 - “O Brasil, assim como todos os países democráticos, devem pressionar as FARC e o presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, para a libertação imediata de Ingrid Betancourt. A morte da ativista verde colombiana será uma tragédia para todos.”
2 – “Não pode haver demora! Ingrid Betancourt deve voltar ao convívio de todos o mais rapidamente possível!”
3 – “Ingrid Betancourt foi uma pioneira na luta em defesa do meio ambiente na Colômbia. Ela sempre ligou a questão ambiental à questão social e à manutenção dos direitos de cidadania. Sua libertação, pelas FARC, é uma questão humanitária. Ela sofre muito, sequestrada há mais de 6 anos.
4 – “Ingrid Betancourt livre!”

publicado por Jotha R em 4.7.08 |



terça-feira, julho 01, 2008

O movimento Greenpeace faz uma advertência que deve ser espalhada pelo mundo: se a exploração descontrolada e predatória do mogno continuar do jeito que está, muito em breve essa árvore estará extinta. Ela já desapareceu de extensas áreas do Pará, Mato Grosso e Rondônia, e há indícios de que sua diversidade e quantidade atuais podem não garantir a sobrevivência da espécie a longo prazo. A diversidade é um elemento fundamental na sobrevivência de qualquer ser vivo.
Sem a diversidade, lembra o Greenpeace, perde-se a capacidade de adaptação ao ambiente, que muda tanto por interferência humana como por causas naturais. Além disso, a exploração e comércio ilegais de mogno demonstram que a atual legislação florestal, a estrutura inadequada de monitoramento e os mecanismos de controle do mercado são insuficientes para garantir o respeito à lei, a preservação comercial da espécie e o manejo ecologicamente correto do mogno. É preciso mudar urgentemente esse quadro de desrespeito à lei e destruição ambiental.

publicado por Jotha R em 1.7.08 |




Sobre este Blog
Blog do Deputado Estadual. Opine, vamos fazer o meio ambiente ser preservado
 
 
Últimos Posts
Arquivos
 
Amazônia Azul

faça o download do PDF



Powered by Blogger