terça-feira, setembro 30, 2008

Depois da preocupação com a Amazônia, já vem a tempo a preocupação governamental com a situação e o destino do Cerrado. O Ministério do Meio Ambiente anunciou, em Brasília, a criação do Fundo Cerrado, para promoção de práticas sustentáveis no bioma. A exemplo do que ocorre da Amazônia, com monitoramento constante, o objetivo é reunir dados para fiscalização e pesquisa, para permitir que as pessoas vivam com dignidade sem destruir a vegetação nativa.
Um Protocolo de Intenções entre o MMA, Ibama, Universidade Federal de Goiás, Conservação Internacional (CI) e The Nature Conservancy do Brasil (TNC-Brasil), com vistas a conjugar as capacidades técnicas, científicas, financeiras e políticas das instituições para o monitoramento do bioma, de forma a gerar alertas sistemáticos de desmatamento. A base será o Sistema Integrado de Alerta de Desmatamentos no Cerrado (Siad), desenvolvido pelo Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás-Lapig/UFG, com o apoio da CI e TNC-Brasil.
O Siad detectou possíveis desmatamentos em cerca de 18.900 km2 de vegetação nativa do Cerrado no período de 2003 a 2007, o que equivale a 1.900.000 campos de futebol ou a 16 cidades do tamanho do Rio de Janeiro. Os dados obtidos permitem aos pesquisadores projetar tendências futuras de desmatamento com base no padrão apresentado nos últimos quatro anos e, conseqüentemente, elaborar estratégias de conservação adequadas e preventivas. O coordenador do Lapig/UFG, Laerte Ferreira, afirmou que devido à resolução das imagens Modis utilizadas no Siad, não é possível verificar a ocorrência de desmatamentos inferiores a 25 hectares.

publicado por Jotha R em 30.9.08 |



segunda-feira, setembro 22, 2008

A nova Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, elaborada pela Fundação Biodiversitas sob encomenda do Ministério do Meio Ambiente, relaciona 472 espécies, quatro vezes mais que a lista anterior de 1992. Os biomas com maior número de espécies ameaçadas são a Mata Atlântica (276), o Cerrado (131) e a Caatinga (46). A Amazônia aparece com 24 espécies, o Pampa com 17 e o Pantanal com duas. Nenhuma espécie da lista anterior foi excluída.
De acordo com a instrução normativa, publicada no Diário Oficial da União, as espécies constantes da lista são consideradas prioritárias para efeito de concessão de apoio financeiro à conservação pelo governo federal e sua coleta será efetuada somente com autorização do órgão ambiental competente.
Também constam da lista das ameaçadas, 12 espécies de importância madeireira que já integram a lista de 1992. A nova lista adiciona uma única espécie de interesse madeireiro, o "pau-roxo" (Peltogyne maranhensis), da Amazônia. Entre as outras espécies de uso econômico estão algumas de uso alimentício (caso do palmito/juçara), medicinal (jaborandi), cosmético (pau-rosa) e também ornamental. O jaborandi e o pau-rosa também já constam da lista de 1992.

publicado por Jotha R em 22.9.08 |



segunda-feira, setembro 15, 2008

Grupo de trabalho dos ministérios do Meio Ambiente, Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Casa Civil, com apoio de entidades representativas da sociedade, avançou na revisão do texto do decreto que tornou mais rígida a Lei de Crimes Ambientais. Estão sendo analisados, em Brasília, cerca de 10 dos 162 artigos do documento. Um dos pontos de consenso foi a legalidade do decreto. O prazo para averbação de reserva legal também será revisto.
Outros pontos em discussão são a definição sobre biodiversidade, embargo de áreas, coleta de material de pesquisa em reserva, ampliação do conceito de fauna, espécies nativas plantadas e prazos. Ainda não há definição sobre as alterações no decreto. Uma equipe, formada por assessores jurídicos e técnicos das partes envolvidas, irá avaliar as possíveis alterações que serão sugeridas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

publicado por Jotha R em 15.9.08 |



segunda-feira, setembro 08, 2008

O presidente da República deve assinar, nos próximos dias, decreto que cria a Iniciativa Brasileira para a Conservação dos Recifes de Coral e que torna os mares brasileiros santuários de baleias. Informação do Ministério do Meio Ambiente indica que o litoral e o mar brasileiros estão cada vez mais ameaçados e pouco defendidos. Só 0,5% do nosso mar territorial têm área protegida contra 20% das áreas de terra. O Brasil vai ampliar para 10% as áreas do mar protegidas.
Em 2009, estarão concluídos os mapas de sensibilidade ao óleo do litoral, para prevenção de acidentes e orientação para localização de equipamentos e rotas de petrolíferos. Além dos recifes de corais o MMA, o Ibama e o Instituto Chico Mendes vêm trabalhando em diversas outras frentes de conservação da biodiversidade marinha e no desenvolvimento de projetos para a conservação de peixes considerados ameaçados de extinção, como o mero, na agregação reprodutiva de peixes e a proibição da pesca em determinados períodos.

publicado por Jotha R em 8.9.08 |



segunda-feira, setembro 01, 2008

Pesquisadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e do Jardim Botânico descobriram na Mata Atlântica, no Rio de Janeiro, uma nova espécie de arbusto. Batizada de Grazielanthus arkeocarpus, a planta com flores foi encontrada na Reserva Biológica de Poço das Antas, em Silva Jardim. Ela é da família das angiospermas e suas sementes estão protegidas por frutos. O nome científico é uma homenagem à bióloga brasileira Graziela Barroso, um dos grandes nomes da botânica mundial, falecida em 2003. A nova espécie de arbusto foi anunciada na última edição da revista Kew Bulletin. Como vimos com essa descoberta, torna-se dia a dia mais importante e fundamental a defesa integral da Mata Atlântica, tão ameaçada não só no Rio de Janeiro como em outros estados marítimos, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte.

publicado por Jotha R em 1.9.08 |




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