quarta-feira, janeiro 24, 2007

O desastre ecológico causado pelo rompimento da barragem da Mineradora Rio Pomba Cataguases, em Minas Gerais, no início deste mês pode ser considerado um dos maiores do Brasil. O vazamento estimado em 1,2 bilhão de litros de produtos tóxicos, segundo a Copasa --Companhia de Saneamento de Minas Gerais atingiu o rio Pomba, em Minas, que, por sua vez, contaminou o Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro. O acidente provocou uma inundação de lama nas ruas de Miraí, Muriaé e quatro municípios do Rio de Janeiro. Apesar dos estragos, gostaria de elogiar a atuação do Governo do Estado do Rio que foi ágil, rápido e eficaz nas ações emergenciais. Não basta apenas detectar os acidentes e aplicarem multas milionárias, que quase sempre são ignoradas. Por outro lado, quando pagas, jamais são revertidas em recuperação das áreas degradadas ou em benefício das pessoas indefesas e covardemente atingidas. A prevenção é o melhor remédio. Portanto,

No começo de 2003, à frente da Comissão de Meio Ambiente, percorri as terras que margeiam os rios Pomba e Paraíba do Sul, nas regiões noroeste e norte do estado, que tiveram as águas contaminadas pelo vazamento de soda cáustica, lignina e cloro ativo de um antigo reservatório da indústria Cataguases Papéis. O que vi foi um quadro desolador. Em nome da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj, acionei a Polícia Federal para que fossem detidos os sócios da empresa mineira que provocou o vazamento dos venenos nos rios Pomba e Paraíba do Sul. Eles foram punidos com o rigor da lei. E, aleluia!, pela primeira vez na história penal, a justiça expediu mandato de prisão preventiva por crime ambiental. Como parlamentar e presidente novamente em 2007 de uma comissão que a cada dia que passa ganha mais importância e responsabilidade no âmbito da Assembléia Legislativa, não posso deixar de ser rigoroso com as autoridades responsáveis pela proteção do meio ambiente.

publicado por Jotha R em 24.1.07 |



segunda-feira, janeiro 08, 2007

Na freqüência cada vez maior de noticiário sobre efeitos catastróficos no clima da Terra, como o Fantástico do último domingo mostrou, destaca-se o resultado de pesquisa do Inpe, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, sobre a Amazônia. Garante o Instituto que aquela parte vital do território brasileiro ainda vai sofrer muito com as mudanças climáticas que estão em curso.
A Amazônia terá, em 70 anos, um clima mais quente e seco do que o atual, com uma elevação de temperatura de cerca de 6º C. José Marengo, coordenador dos pesquisadores do Inpe no projeto, teme que parte da floresta amazônica se converta em cerrado entre 2071 e 2100. O estudo do Inpe mostra ainda que as temperaturas médias no país aumentaram 0,7 º C nos últimos 50 anos.

publicado por Jotha R em 8.1.07 |



quinta-feira, janeiro 04, 2007

O site da SBEF, Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais, entidade muito bem presidida pelo companheiro Glauber Pinheiro, tem divulgado textos bem esclarecedores sobre questões que dizem respeito ao meio ambiente. Hoje, estou destacando a matéria que nos fala da ameaça provocada pelo aquecimento global. O texto foi compilado originalmente pelo Estadão Online. Vale a pena ler.
Novos dados de satélites da Nasa indicam que a base fundamental da rede alimentar dos oceanos encolhe à medida que os mares do mundo se aquecem. A descoberta deixa cientistas preocupados com a alimentação das gerações futuras da vida marinha. Os dados mostram uma ligação significativa entre o aquecimento das águas - seja tanto pelo fenômeno El Niño quanto pelo aquecimento global - e uma redução da produção de fitoplâncton.
O fitoplâncton é composto por plantas microscópicas que alimentam pequenos animais que, por sua vez, alimentam os grandes animais marinhos. "Todo o resto da rede alimentar será afetado", diz o oceanógrafo Scott Doney, do Woods Hole Oceanographic Institute. "O que é preocupante é que pequenas mudanças na base da rede podem levar a mudanças dramáticas em partes mais elevadas" do sistema ecológico.
Este é apenas mais um estudo a mostrar que os efeitos nocivos do aquecimento global não estão apenas a caminho, mas já chegaram e podem ser confirmados cientificamente, afirmam pesquisadores. Um satélite foi designado pela Nasa para acompanhar a temperatura do mar e a produção de fitoplâncton, entre 1997 e 2006, e descobriu que, na maior parte dos oceanos quando um desses fatores sobe, o outro cai - e vice-versa.
Com a elevação das temperaturas da água, entre 1999 e 2004, a safra de fitoplâncton caiu em cerca de 200 milhões de toneladas ao ano. Mais de 50 bilhões de toneladas de fitoplâncton são produzidas a cada ano. Esta é, pelo menos, a terceira pesquisa publicada nos últimos seis meses a mostrar que efeitos negativos do aquecimento global já estão acontecendo.
Um estudo publicado meses atrás apontava conexão entre o aumento nos incêndios florestais nos Estados Unidos à mudança climática, e um enorme levantamento mostrou que dezenas de espécies, animais e vegetais, estão sendo levadas à extinção pela elevação das temperaturas. "O que estamos vendo é uma avalanche de efeitos", diz o biólogo Stephen Schneider, da Universidade Stanford. "Conforme esquenta e medimos mais coisas, a evidência se acumula".

publicado por Jotha R em 4.1.07 |



terça-feira, janeiro 02, 2007

Tudo leva a crer que 2007 será um ano decisivo para a sorte do meio ambiente no mundo, no Brasil, em nosso Estado e nas 92 cidades fluminenses. Nunca, como agora, a defesa da natureza e do bem-estar das pessoas esteve e estará tão em evidência.
No plano internacional, as nações vão se defrontar - agora de forma definitiva - com a vigência plena ou não do Tratado de Kioto. A posição dos Estados Unidos e de outros poucos países que não o referendaram é cada vez mais precária. O Planeta Terra deu sinais bem precisos, em 2006, de que o comportamento de governantes e governados deve ser mudado. O aquecimento global é cada vez maior. E centenas de outras anomalias surgem a todo momento e se agravam mais.
Mas lutar é preciso. E isso deverá ser feito em todos os foros, pelos que defendem o meio ambiente e a vida. Em nosso Estado, na Alerj, lutaremos pela aprovação de um documento básico para a cidadania fluminense: o Código Ambiental do Estado do Rio de Janeiro (CAERJ).
Conto com vocês, como sempre. Feliz 2007.

publicado por Jotha R em 2.1.07 |




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