sexta-feira, junho 27, 2008

O setor supermercadista terá que trocar, em breve tempo, seus equipamentos de refrigeração e, assim, eliminar o uso do HCFC (hidroclorofluorcarbonos), um gás da família do CFC (clorofluorcarbono) usado como fluido refrigerante em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, que destrói a camada de ozônio e tem efeito estufa. O governo federal busca, com isso, mais eficiência energética e benefícios ambientais.
O Ministério do Meio Ambiente promoveu, em São Paulo, um seminário sobre refrigeração em supermercados, com a participação da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). Na ocasião, foram apresentadas alternativas ao uso do HCFC e do HFC (hidrofluorcabono) que, embora não agridam a camada de ozônio, também contribuem para o aumento do efeito estufa.

publicado por Jotha R em 27.6.08 |



segunda-feira, junho 23, 2008

O Ministério do Meio Ambiente declarou o estado de emergência ambiental no Distrito Federal, Brasília, e em 13 estados da Federação. A iniciativa tem por objetivo prevenir a ameaça iminente de focos de incêndios na estação seca, que caracteriza alto risco ambiental. Para dar combate aos focos de incêndios, o ministério está providenciando a contratação de mil brigadistas, especializados e treinados nesse tipo de ação.
Estão sob o estado de emergência ambiental os estados do Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Rondônia, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Com o decreto da emergência do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil honra os compromissos assumidos internacionalmente no sentido de evitar emissões de CO2 para a atmosfera, que sejam oriundas de incêndios florestais.
Boa iniciativa essa. Como diz o velho conselho da sabedoria popular, é melhor prevenir do que remediar.

publicado por Jotha R em 23.6.08 |



sexta-feira, junho 13, 2008

A pergunta destes dias, na página inicial do meu site, diz: “o etanol produzido com cana-de-açúcar é o combustível mais limpo?” Duas eram as respostas solicitadas: sim e não. Muitos blogueiros me escreveram, pedindo a colocação de outra resposta: não sei. É que eles se acham pouco informados sobre o etanol.
Vamos aos esclarecimentos de quem sabe, o professor P.C. Neto: o etanol, álcool etílico, é o mais comum dos alcoóis e caracteriza-se por ser um composto orgânico (CH3CH2OH), obtido por meio da fermentação de amido e outros açúcares, como a sacarose existente na cana-de-açúcar, nos açúcares da uva e cevada e também mediante processos sintéticos. É um líquido incolor, volátil, inflamável, solúvel em água, com cheiro e sabor característicos.
Existem diversas utilizações para o álcool etílico como solvente em processos industriais, anti-séptico, conservante, componente de diversas bebidas, em desinfetantes domésticos e hospitalares, solvente de fármacos importantes, na forma de combustível veicular e na produção de energia elétrica. Mais recentemente, o etanol vem sendo considerado um gerador em potencial de biodiesel.
O álcool é menos inflamável e menos tóxico que a gasolina e o diesel. Ele pode ser produzido a partir de biomassa (resíduos agrícolas e florestais). No Brasil, ele é gerado principalmente da cana-de-açúcar. Nos Estados Unidos, o milho é o vegetal mais usado.
O uso de álcool combustível teve seu primeiro ápice no Brasil a partir da década de 70, com a crise de petróleo no mundo e o nascimento do Proálcool (Programa Nacional do Álcool) em 14 de novembro de 1975. O Proálcool incentivava o cultivo da cana-de-açúcar, provia recursos para construção de usinas e tinha como apelo o fato de ser uma fonte de energia renovável e menos poluidora que os derivados do petróleo, o que possibilitou o desenvolvimento de uma tecnologia 100% nacional.
A utilização do álcool como combustível em carros de fabricantes nacionais atingiu seu pico em 1986 junto com o popular Fiat 147, mas os produtores acabaram preferindo vender sua matéria-prima para produção de açúcar em vez de álcool por causa dos preços, o que, junto com a queda do preço do petróleo, ajudou a levar o programa ao fracasso. Vale lembrar, no entanto, que, desde o começo do programa Proálcool, o Brasil economizou mais de US$ 180 bilhões com as importações de petróleo e juros pagos aos credores.
Em 2007 no Brasil, 43% dos automóveis já eram movidos a álcool, incluindo os de motores flex. Nos Estados Unidos, a mistura etanol-gasolina (E85), a única ainda comercializada no país, corresponde a 8% do mercado de combustível. De acordo com o American Petroleum Institute, os Estados Unidos consomem quase 25 vezes mais gasolina que o Brasil, o que faz com que a troca de um combustível pelo outro seja quase impossível em curto prazo, principalmente se considerarmos a vontade de políticos americanos de não depender da produção externa de milho ou cana-de-açúcar para a produção de etanol.
O álcool no Brasil é usado também como aditivo à gasolina na porcentagem de 20% a 25%, por força de lei. Nesse caso é o álcool anidro (sem água), de especificação mínima 99,3° INPM (por peso), enquanto o álcool fornecido nos postos é o hidratado, de 92,6° a 93,8° INPM. Dos 25 bilhões de litros de gasolina consumidos anualmente, cerca de 6 bilhões de litros são de álcool anidro. Nos Estados Unidos tal mistura, mas a 10%, é disponível em alguns estados e se chama gasohol. O professor P.C. Neto é fera em etanol!

publicado por Jotha R em 13.6.08 |



segunda-feira, junho 09, 2008

Uma informação e um comentário. Estão recomeçando as ações federais de combate ao desmatamento na Amazônia, exatamente agora no período de estiagem, quando as práticas desses crimes ambientais ficam favorecidas. O Ministério do Meio Ambiente e a Polícia Federal definiram o cronograma da terceira etapa da Operação Arco de Fogo e anunciaram que ela passará a contar, além de agentes da Polícia Federal e do Ibama, com o apoio da Polícia Rodoviária e do Exército, chamado especialmente para prestar apoio logístico no transporte, armazenamento e guarda, em suas instalações, dos bens ilegais como madeira, grãos ou gado que venham a ser apreendidos.
Nesta fase da operação de repressão aos crimes ambientais na Amazônia serão fiscalizadas as vias de escoamento de produção, como estradas, especialmente nos entroncamentos, e hidrovias. As unidades federais inspecionarão indústrias, madeireiras, frigoríficos e siderúrgicas. Ficou também acertado que será dada prioridade a grandes operações e casos exemplares. A Operação Arco de Fogo, em suas etapas iniciais, desde março, embargou 359 áreas, que somam 63 mil hectares de terra; apreendeu 79.300 m3 de madeira em tora e 26.700 m3 de madeira processada ilegalmente em serrarias; e aplicou R$ 361 milhões em multas.
O comentário: a Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj, que tenho a honra de presidir, comemorou, há pouco, de forma festiva, mas com uma ponta de preocupação, o Dia e a Semana Mundial do Meio Ambiente. Recordamos que, num dia já distante na história, em 1972, delegações de vários países, entre eles o Brasil, decidiram aprovar numa reunião realizada em Estocolmo, Suécia, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), promulgar uma declaração mundial, recomendar a criação do Programa Internacional de Educação Ambiental (Piea) e criar o dia e a semana de comemorações.
Há 36 anos, as graves questões ambientais já eram vistas como denúncias preocupantes. O artigo 19 da Declaração Mundial sobre o Meio Ambiente Humano, então assinada, já dizia expressamente: “é indispensável um trabalho de educação em questões ambientais, visando tanto às gerações jovens, como os adultos, dispensando a devida atenção aos setores menos privilegiados, para assentar as bases de uma opinião pública bem informada.” Vamos cuidar do meio ambiente como um bem comum, indispensável e fundamental a todos.

publicado por Jotha R em 9.6.08 |




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