segunda-feira, dezembro 29, 2008

Dois pequenos comentários. Dois nomes, duas referências. O ano de 2009 surge no calendário trazendo a esperança da Humanidade no governo do presidente Barack Obama, dos Estados Unidos. Nessa virada de página do tempo, nós, brasileiros ainda reverenciamos a memória de Chico Mendes, martirizado há 20 anos, ao defender a preservação do meio ambiente e o direito à vida na Amazônia, no Brasil e no mundo. O presidente eleito dos Estados Unidos chega à Casa Branca, com a promessa de que o meio ambiente será uma das prioridades de seu mandato. Sua equipe, para o setor, é elogiável. Já a passagem das duas décadas sem Chico Mendes foi de homenagens ao grande líder seringueiro acreano e cidadão do mundo, mas sem a materialização de apenas uma das muitas bandeiras políticas que ele carregou ao longo da curta vida. Vamos ver se com Obama na presidência da mais poderosa nação do mundo as questões ambientais mudem por aqui também, já a partir do ano novo.

publicado por Jotha R em 29.12.08 |



terça-feira, dezembro 23, 2008

Como serão as praticas políticas para o meio ambiente em 2009? Como serão os Estados Unidos do presidente democrata Barack Obama? E as diretrizes brasileiras? O que os ambientalistas podem esperar dos governos estaduais e municipais? São muitas as perguntas e não há nenhuma resposta. Apenas, podemos fazer algumas conjecturas.
Em 2009, em Copenhague, capital da Dinamarca, será realizada a reunião decisiva para a saúde ambiental do planeta. Um encontro de chefes de Estado e de governo vai definir um acordo substitutivo do Protocolo de Kioto. Espera-se, para esta reunião, uma presença bem atuante do presidente Barack Obama, provavelmente assinando o novo protocolo, ao contrário de George Bush que, também no setor, teve uma linha política retrograda. Obama promete mais. É esperar para ver. Aqui, em questões tão fundamentais como a preservação da Amazônia, o governo Lula continuará com a política de “uma no cravo, outra na ferradura”, isto é, segurando os devastadores da região e não assegurando bases firmes para a manutenção de um status quo progressista. Quanto aos governos estaduais, pouco a esperar. O mesmo se pode dizer dos novos prefeitos. A adoção da Agenda 21 Local ainda é um sonho.

publicado por Jotha R em 23.12.08 |



quarta-feira, dezembro 17, 2008

Fracassou a 14ª Conferência do Clima, realizada em Poznan, Polônia, entre os dias 1º e 12 de dezembro, com o objetivo de fechar o acordo que substituirá o Protocolo de Kyoto que tem data para ser extinto: o ano de 2012. Agora, é esperar a realização da próxima conferência, prevista para o ano de 2009, em Copenhagen, Dinamarca.
Stephanie Tunmore, coordenadora da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Internacional, afirmou: “os cientistas dizem que temos dez anos para evitar os desastres provocados pelas mudanças climáticas e já desperdiçamos um, com essas negociações emperradas. Dizer a mesma coisa que já se disse há um ano, em Bali, não é progresso”, Um outro membro da ONG, o brasileiro Paulo Adário, diretor da Campanha Amazônia, disse: “Poznan deveria pavimentar a estrada para Copenhagen, mas ela ainda continua cheia de buracos. O único avanço é que agora a gente vê melhor os buracos”.
Em Poznan, até que o Brasil não fez feio. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, impressionou com as metas de redução assumidas no Plano de Mudanças Climáticas. Mas é esperar para ver se o Brasil vai ou não cumprir o que ficou determinado no plano. De todo modo, na queda de braço com os países desenvolvidos, as nações em desenvolvimento fizeram bonito e mostraram disposição para assumir suas responsabilidades no combate ao aquecimento global.

publicado por Jotha R em 17.12.08 |



terça-feira, dezembro 09, 2008

ONGs ambientalistas não integram mais o Grupo de Trabalho que discute propostas de alteração no Código Florestal brasileiro. O motivo do racha foi a apresentação, pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, de uma proposta, considerada pelas organizações como verdadeira sentença de morte à Amazônia. Se aprovado, o documento possibilita a redução da Reserva Legal - área de floresta que deve ser preservada dentro de cada propriedade privada - de 80% para 50% na região. Ela também anistia quem desmatou e ocupou ilegalmente áreas de preservação permanente (APP) até julho de 2007.
Márcio Astrini, da campanha da Amazônia do Greenpeace foi taxativo: “isso significa mais desmatamentos com anuência do governo e um enorme desrespeito aos agricultores que produzem de forma responsável e que respeitaram a legislação brasileira até agora. As ONGs pedem maior compromisso do governo brasileiro para discutir com seriedade um tema tão importante para o país, para aprimorar e implementar melhor o Código Florestal brasileiro, com o objetivo de garantir os interesses nacionais, e não apenas de setores isolados”.
Stephanes apresentou a proposta poucos dias depois de o governo federal anunciar o Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que prevê uma redução de 40% no desmatamento ilegal entre 2006 e 2010. “O ministro da Agricultura está na contramão do esforço mundial para conter a atual crise climática. Ao mesmo tempo em que o governo brasileiro anuncia metas de redução de desmatamento, principal contribuição brasileira ao aquecimento global, o ministro da Agricultura quer autorizar a derrubada de milhares de hectares de floresta. É o governo jogando contra o próprio governo e contra o futuro de toda a humanidade!”, disse Márcio Astrini.

publicado por Jotha R em 9.12.08 |



terça-feira, dezembro 02, 2008

O Plano Nacional sobre Mudança do Clima, lançado pelo governo federal, prevê a redução em 72% do índice de desmatamento na Amazônia até 2017. O documento, elaborado com a participação de 17 ministérios, faz o planejamento de uma diminuição de 40% no primeiro quadriênio, 30% no segundo e 30% no terceiro, atingindo cinco mil Km2 em 2017. Isso equivale a 4,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) a menos na atmosfera. O plano acrescenta outras medidas a serem tomadas nas áreas de produção de energia elétrica, álcool, biodiesel e carvão. Isso, segundo avaliação do Ministério do Meio Ambiente, é mais do que o esforço de todos os países desenvolvidos. A Inglaterra, por exemplo, quer reduzir 80% até 2050.
No Brasil, o desmatamento e as queimadas são responsáveis por 75% das emissões de gases causadores do efeito estufa. O próprio ministro Carlos Minc reconheceu que o estabelecimento de metas de redução de emissões - que enfrentava resistência no governo brasileiro - só foi possível porque mudou a relação política dentro do executivo e a percepção da sociedade e de outros segmentos sobre o tema. No Plano Nacional sobre Mudanças do Clima há também metas importantes de redução associadas ao etanol e ao biocombustível que, em 15 anos, vão significar a redução de 508 milhões de toneladas de CO2. O Brasil quer ampliar em 11% ao ano a participação desses combustíveis na nossa matriz energética. Somado ao esforço de combate ao desmatamento haverá estímulo a políticas de incentivo para uso de energias limpas como a solar, ao uso de automóveis que emitam menos e gastem menos combustível, à reciclagem, além de metas importantes para redução do desperdício de energia.

publicado por Jotha R em 2.12.08 |




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