sexta-feira, dezembro 21, 2007

2008 é um ano que promete ser de lutas incessantes em defesa do meio ambiente, tão degradado em toda a Terra. Que assim seja. Infelizmente, 2007 foi um ano de insucessos e de fracassos nos embates internacionais, e mesmo aqui entre nós, para as questões que dizem respeito a esse tema cada vez mais importante que é a proteção da vida no planeta com vistas ao mais longínquo futuro. 2007 termina com o fracasso da COP-13. a Conferência do Clima das Nações Unidas, realizada em Bali, Indonésia, e o Brasil não conseguiu por um freio, ou mesmo limitar, as queimadas que arrasam cada vez mais a Amazônia, lançando toneladas e mais toneladas de CO2 na atmosfera.
Mas em 2007 a humanidade se conscientizou do drama ambiental em que vivemos, concluindo que é preciso reagir para que a Terra não faleça de inanição. Foi neste ano também que o ex-vice-presidente americano Al Gore recebeu o Prêmio Nobel da Paz, juntamente com um órgão fiscalizador da ONU.
De Al Gore vale repetir que “nós precisamos resolver a crise climática. Isso não é uma questão política. E uma questão moral. Nós temos tudo para começar, com a possível exceção da vontade de agir. Este é um recurso renovável. Vamos renová-lo.”
Na Assembléia Legislativa, onde presido a Comissão de Defesa do Meio Ambiente, 2007 foi um ano de ações. Promovi audiências públicas, ordenei – com meus colegas de comissão – uma infinidade de vistorias e encaminhei quase mil reclamações de pessoas incomodadas com uma série de problemas, em especial a poluição sonora.
Em 2008 vamos fazer muito mais. Recordo que, na campanha à reeleição, lembrei aos eleitores que o voto em um determinado candidato a presidente, governador ou deputado, significa que se acredita em suas propostas e que o votante espera que eles o governem, no Poder Executivo, ou o represente no Poder Legislativo, em mandato de quatro anos. Daí a importância do voto consciente.
Tenho a certeza de que fiz jus à confiança dos eleitores, com firmes e claras propostas e ações políticas.

publicado por Jotha R em 21.12.07 |



terça-feira, dezembro 18, 2007

Terminou, sem um resultado final feliz, a 13ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP-13. Mas nem tudo está perdido. Os Estados Unidos recuaram de sua posição extremada de por um freio às negociações depois que o secretário-geral da ONU, Ban-ki Moon, telefonou ao presidente George Bush, pedindo também moderação à delegação americana que se mantinha irredutível na posição contrária às metas de redução das emissões de gás carbônico, CO2, na atmosfera.
A reunião de Bali, Indonésia, com a presença de representantes de 191 países, deveria traçar um “mapa do caminho” para as futuras negociações para a substituição do Tratado de Kioto, que termina em 2012. No encontro, o Brasil anunciou a criação do Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia Brasileira, com o objetivo de transformar a redução das emissões de gases provocadas pelo desmatamento em um sistema de financiamento da conservação e uso sustentável da floresta. Com essa medida, o Brasil espera atrair recursos adicionais para conservação da Amazônia e demonstrar a viabilidade do mecanismo de incentivos positivos. Em meio ao caos reinante em Bali, a proposta brasileira foi bem recebida pela maioria das delegações.

publicado por Jotha R em 18.12.07 |



quinta-feira, dezembro 13, 2007

Está em pleno funcionamento, na Amazônia, o primeiro acesso à Internet da agenda de 11 novos pontos de conexão da Rede de Monitoramento, Vigilância e Educação Ambiental de Comunidades tradicionais e Indígenas e de Áreas Protegidas. O acesso à Internet está instalado na Escola Ayorenka Antami, no Acre. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o acesso faz parte de uma malha digital que levará sinais de satélite, Internet, educação ambiental e um cardápio de serviços públicos online a populações tradicionais e indígenas que vivem em Unidades de Conservação de 13 estados brasileiros. A Escola Ayorenka Antami está situada na sede do município de Marechal Thaumathurgo.
Essa iniciativa contou desde o início com a firme presença da Rede Povos da Floresta, grupo que remonta à Aliança dos Povos da Floresta, de Chico Mendes. O principal objetivo do projeto de inclusão digital é fortalecer o papel das comunidades tradicionais e dos povos indígenas na gestão ambiental de áreas protegidas e seus entornos, valendo-se de monitoramento, vigilância e educação ambiental, sempre de forma articulada com as políticas culturais educativas e as agendas de promoção de sustentabilidade desses povos.

publicado por Jotha R em 13.12.07 |



terça-feira, dezembro 11, 2007

O próximo verão carioca que já se avizinha, certamente assistirá ao ensaio de mais uma “batalha de Itararé” – a “guerra” que não vai acontecer. Como quase sempre, estarão em confronto os executivos do estado e do município. Em discussão, a responsabilidade sobre as gigogas, plantas aquáticas que deixaram as poluídas lagoas da Barra e chegaram às praias da Zona Sul. Serla e Comlurb tem se digladiado e se acusado. Mas afinal de contas, a quem pertencem as gigogas?
Acho que isso é secundário. Precisamos é por fim a um problema que tem se arrastado pelos verões cariocas sem o menor sinal de solução. Além da sujeira que incomoda e assusta a população em férias e em momentos de lazer, a imagem turística da Cidade Maravilhosa é muito prejudicada. Os visitantes não conseguem entender como a invasão das gigogas não é evitada. Afinal, o que é a eichhornia crassipes, a popular gigoga? Embora ultimamente seja vista por muitos como uma praga de difícil combate, ela é uma planta útil, inclusive no tratamento de efluentes. A NASA, a agência espacial norte-americana, realizou importantes estudos sobre a planta, concluindo que ela é excelente filtro para o nitrogênio e o fósforo encontrados em abundância nos esgotos.
Nos Estados Unidos, assim como no Brasil, existem diversas estações que utilizam a gigoga que também pode substituir o tratamento terciário na estação de efluentes, por reduzir a taxa de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) da água. A gigoga também tem sua função como adubo, justamente pela capacidade de concentrar nitrogênio, fósforo e potássio. O problema que aflige o verão carioca é decorrente do desequilíbrio ambiental e dos problemas agravados pelo homem, que acabam se tornando muito favoráveis à planta, principalmente o despejo de esgoto in natura nas lagoas.
O esgoto fornece uma superdosagem de nutrientes para as gigogas, intensificando o processo de crescimento e reprodução. Estima-se que nestas condições as gigogas tenham incremento de uma tonelada por hectare, ao dia. Além da superprodução, as gigogas ao completarem seu ciclo de vida, morrem e apodrecem nos corpos hídricos. Esse apodrecimento aumenta a DBO, prejudicando outros organismos que ainda resistem à poluição de nossas lagoas.

publicado por Jotha R em 11.12.07 |



sexta-feira, dezembro 07, 2007

Na 13ª Conferência da Convenção de Mudança Climática das Nações Unidas, que se realiza em Bali, Indonésia, a China continua sendo pressionada a mudar sua posição em relação ao meio ambiente. A China lança tanto gás carbônico na atmosfera quando os Estados Unidos. Já contei, neste mesmo espaço, um fato vivido por um conhecido que viajou pelas grandes cidades chinesas. O que ele viu foi de assustar. Em pleno meio dia, em Pequim, a cidade estava quase escura, coberta por uma densa fumaça amarela. O Sol, quase não se via. Mais parecia uma pequena laranja no céu.
Agora, em Bali, a China luta para não ser a vilã do meio ambiente. A grande nação emergente da Ásia, que utiliza muito carvão, uma das matérias-primas mais sujas da Terra, para mover suas indústrias, promete reduzir o consumo de energia em 20% até 2010, amenizando o problema. E mais: informou que vai aplicar no mesmo período quase 40 bilhões de dólares, para purificar seu próprio ar e estabelecer um rígido controle na emissão de gases de efeito estufa. Muitos observadores da conferência, na maioria de ONGs internacionais, e até mesmo diplomatas de vários países, desconfiam dessas promessas e intenções dos chineses. Na verdade, até agora eles pouco fizeram para deixar de serem, como os Estados Unidos, campeões da poluição atmosfera.

publicado por Jotha R em 7.12.07 |



quarta-feira, dezembro 05, 2007

Países africanos vão poder monitorar desastres naturais, desmatamentos, ameaças à produção agrícola e riscos à saúde pública. Essas ações benéficas às pessoas e ao meio ambiente serão feitas graças ao satélite CBERS, desenvolvido pelo Brasil e a China. O anúncio da disponibilidade gratuita de dados orbitais para a África foi o grande acontecimento da 3.a Cúpula Ministerial de Observação da Terra, que se realizou há pouco na Cidade do Cabo, África do Sul. Nesse evento ocorreu também a 4.a Reunião Plenária do Grupo de Observação da Terra (GEO).
As imagens do CBERS serão captadas em estações instaladas na África do Sul, Ilhas Canárias (Espanha), Matera (sul da Itália) e Malindi (Quênia). O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilberto Câmara, responsável pela operação brasileira do Programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), afirmou que a iniciativa brasileira, apoiada pelo parceiro chinês, mostra como países em desenvolvimento podem contribuir de forma significativa para melhorar os sistemas internacionais de observação da Terra.

publicado por Jotha R em 5.12.07 |



segunda-feira, dezembro 03, 2007

A água é um bem finito. Se não cuidarmos dela, fazendo também o máximo de economia, ela acabará. Falo dessa questão fundamental da água desde minha primeira campanha a deputado estadual. De lá para cá, há uns cinco anos, a crise se agrava, deixando cada vez mais preocupadas as organizações que fazem o abastecimento, os ambientalistas e pessoas que defendem uma melhor qualidade de vida. Em meu livro “Defenda-se” publiquei algumas frases que definem bem o momento que vivemos: “da água existente no planeta, 97% são de água salgada e apenas 3% de água doce. 2% estão sob a forma de gelo e somente 1% está acessível ao homem.” Outra: “se você fechar a torneira enquanto escovar os dentes economizará vinte litros de água tratada. Se fechar a torneira enquanto ensaboa os pratos, economizará cem litros.”
Há poucos dias, a água voltou às manchetes, com novos relatórios e análises. Por incrível que pareça, o Brasil desperdiça 45% da água captada. Esse total é perdido entre a captação, no manancial, e a casa dos consumidores. A Folha de S. Paulo, que publicou ampla matéria, afirma que para os especialistas a perda aceitável fica na casa dos 15% a 20%. Segundo a ONU, 110 litros de água devem ser consumidos pelas pessoas, todos os dias. No Brasil, entretanto, se gasta o dobro, principalmente nas capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória e Porto Alegre. Os pesquisadores que monitoram o desperdício de água garantem também que os usuários mais ricos gastam mais água. Nos bairros classificados como nobres, o consumo pode ultrapassar mais de 400 litros por pessoa.

publicado por Jotha R em 3.12.07 |




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Blog do Deputado Estadual. Opine, vamos fazer o meio ambiente ser preservado
 
 
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