Andre Lazaroni

quarta-feira, julho 21, 2010


Parabéns para a ciência fluminense! Aplausos! Muitos aplausos! Uma pesquisa apresentada na manhã de ontem (20), no Rio, pela Universidade Federal Fluminense (UFF) revelou que o barbatimão, planta medicinal da biodiversidade brasileira, pode neutralizar o veneno da cobra surucucu. A descoberta dessa propriedade do barbatimão pode significar na produção de um antídoto quase 50% mais barato do que o soro antiofídico usado atualmente.

De acordo com o orientador do estudo, o biomédico e professor do Instituto de Biologia da UFF André Lopes Fuly, em entrevista à repórter Carolina Gonçalves, da Agência Brasil, a surucucu “é uma serpente que, apesar de registrar número de acidentes no Brasil pequeno - 2% do total de mais de 49 mil casos registrados entre 2001 a 2006 pelo Ministério da Saúde – quando comparada com a jararaca, responsável por 90% dos ataques, o índice de letalidade dela é bastante expressivo, três vezes mais letal que o da jararaca”.

A tese desenvolvida pelo pesquisador Rafael Cisne de Paula mostra que o barbatimão, já reconhecido pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa) como medicamento fitoterápico com propriedades cicatrizantes e antidiarreicas, foi eficiente também na inibição do veneno da surucucu, mesmo depois de submetida ao aquecimento de 80 graus Celsius (°C). Disse André Lopes Fuly: “dez gramas da planta podem ser comprados por R$ 10. Dez gramas é uma quantidade razoável para fazer o chá e guardar. O chá não requer tantos cuidados como o soro para armazenamento. Isso já reduz muito o custo da logística e da produção”.

publicado por André Lazaroni em 21.7.10



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