Andre Lazaroni

domingo, maio 02, 2010


Para o nosso orgulho, a grandeza da realização de projetos inovadores e revolucionários e do pensamento científico, a Coppe/UFRJ não para. A instituição está sempre criando. Agora, cientistas e pesquisadores foram do plástico usado ao plástico novo. Isso mesmo. Pensando em minimizar os efeitos ambientais negativos do excesso de plástico descartado sem critérios pela sociedade, eles desenvolveram uma nova técnica de reciclagem do material. Testes realizados no Laboratório de Modelagem, Simulação e Controle de Processos mostraram que é possível criar resinas plásticas produzidas a partir do reaproveitamento de até 40% de material plástico já utilizado. O método escolhido pela equipe da Coppe/UFRJ foi a reciclagem com produção in situ, que possibilita incorporar materiais plásticos usados a plásticos virgens no próprio ambiente da reação química.

Por meio da polimerização em suspensão, foram realizadas misturas moleculares de poliestireno reciclado e de poliestireno virgem, usando copos descartáveis. Para o professor José Carlos Pinto, a técnica é simples. “Basicamente dissolvemos o plástico usado numa solução com reagentes e depois adicionamos o material direto no reator para fazer mais plástico” - disse ele. O plástico usado foi reincorporado como matéria-prima do processo sem grandes transformações químicas. As propriedades finais do produto são similares às propriedades dos polímeros não-reciclados. Ao contrário de outras técnicas de reciclagem, como a mecânica, o método mantém a qualidade do produto final, pois a adição de plásticos reciclados não interfere no andamento da reação química de polimerização. O plástico usado foi reincorporado como matéria-prima do processo sem grandes transformações químicas. As propriedades finais do produto são similares às propriedades dos polímeros não-reciclados.

Além de copos descartáveis, a técnica pode ser empregada com outras famílias de materiais à base de poliestireno, poliacrilatos, polimetacrilatos e de poliacetatos, como os utilizados para fabricar capas de CD, isopor, interiores de geladeira, carcaças de televisão, entre outros produtos. O próximo passo dos pesquisadores é testar a técnica com cargas de isopor recicladas. O isopor não é biodegradável, mas pode ser facilmente reciclado e utilizado para fabricar isopor novo. A Coppe já encaminhou ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) a solicitação de patente para a nova técnica, que pode ser facilmente incorporada ao setor produtivo para uso em escala industrial, devido ao seu baixo custo. Segundo o professor José Carlos Pinto, para as fábricas se adaptarem a essa tecnologia, precisarão apenas fazer pequenos ajustes, como adicionar na linha de produção um recipiente para misturar o plástico reciclado com os reagentes.

Para a equipe da Coppe/UFRJ, a reciclagem é a melhor resposta diante do debate sobre usar ou não usar o plástico. A questão maior não é saber se devemos usar ou não o plástico, mas o que devemos fazer com ele depois do seu ciclo de uso. O plástico deve ser tratado como uma matéria-prima potencialmente reutilizável, e não como lixo. A reciclagem contribui para reduzir a quantidade de material descartado no meio ambiente, pois o utiliza como matéria-prima para produzir novos materiais plásticos. Ao ser reciclado, se economiza o petróleo que seria utilizado para fazer plástico novo e isso certamente contribui para a redução da emissão de carbono na atmosfera - diz. A reciclagem também pode resultar em consideráveis impactos econômicos e sociais. Ela pode estimular a valorização econômica dos resíduos plásticos.

publicado por André Lazaroni em 2.5.10



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