Andre Lazaroni

quinta-feira, dezembro 16, 2010


Mais um cenário altamente positivo do programa das UPPs: a revitalização de comunidades pacificadas está chamando a atenção de empresas privadas. Há alguns anos, fábricas e empreendimentos se mudavam ou evitavam se instalar em regiões dominadas pelo tráfico de drogas por medo da violência. Hoje, com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), o cenário é outro.

Muitas empresas planejam fixar território em locais recuperados pelo Estado. Um exemplo dessa nova realidade é a instalação de uma empresa multinacional na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, Zona Oeste da cidade.
Disse a subsecretária de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial, Renata Cavalcanti: “nas últimas décadas, muitas empresas deixaram o Rio de Janeiro, alegando falta de segurança para suas operações. As áreas ficaram muito degradadas. O resultado era o desemprego. Notamos que a política de segurança está fazendo com que muitos empresários se interessem em investir próximo a locais onde existem UPPs. É o caso da Procter & Gamble, que gera 500 empregos na Cidade de Deus”.
Em entrevista ontem (15/12) a uma rádio da capital, a subsecretária falou sobre o projeto do governo estadual, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, de legalização de pequenas e microempresas de comunidades carentes.
No último fim de semana, no Complexo do Alemão, a Investe Rio (Agência de Fomento do Rio de Janeiro) participou do programa municipal Empresa Bacana, oferecendo créditos e assessoria para os comerciantes. Dezoito empreendedores foram atendidos. A partir de janeiro, a Investe Rio instalará um posto avançado de atendimento na comunidade da Zona Norte.
Explicou a subsecretária: “nós temos também um programa de incentivo tributário para o setor de distribuição chamado Riolog. Hoje, 70 empresas inscritas nessa ação estão sendo analisadas. Treze empreendimentos estão em torno no Alemão e vão revitalizar a área. Cinco empresas estão aprovadas e as outras oito estão em fase de aprovação. Esperamos que com esses empreendimentos possamos gerar 740 empregos diretos e 2.200 indiretos no entorno do complexo. Vila da Penha, Bonsucesso e Ramos serão contemplados”.
As empresas estão promovendo por conta própria seus treinamentos para captar mão de obra. CEG, Light e Cedae têm um programa que capacita instaladores nas áreas de gás, luz e água. Agora, com o apoio do governo, estão desenvolvendo um projeto itinerante, que ficará três meses nas comunidades. Depois de treinado, o pessoal é contratado pelas prestadoras de serviços das concessionárias. O projeto piloto aconteceu no Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, na Zona Sul, e 100% das pessoas foram contratadas.

Um dos cursos mais procurados é o de call center, ministrado pelos governos estadual e municipal. Mais de três mil jovens entre 18 e 29 anos já participaram do treinamento, que inclui ainda aulas de língua estrangeira. De acordo com a subsecretária de Energia, Logística e Desenvolvimento Industrial, a capacitação será ampliada para atender às empresas que estão retornando e se instalando no estado.

O pacote de incentivos aos empreendedores beneficiará os bairros do Méier e Engenho Novo, na Zona Norte da cidade, e Campo Grande, na Zona Oeste.

publicado por André Lazaroni em 16.12.10



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