Andre Lazaroni

domingo, agosto 01, 2010


Boa notícia no domingo. O Programa Água Doce, do Ministério do Meio Ambiente, vai garantir água pura à população rural do semiárido que vive em áreas com graves problemas de desertificação. Com a recuperação e implantação de sistemas de dessalinização e criação de unidades produtivas, o PAD vai atender, nos próximos 10 anos, mais 2 milhões e 300 mil pessoas que vivem naquela área. Esses números representam 25% da população que vivem em zonas rurais do semiárido.

A meta do governo federal põe os municípios mais pobres, em pontos com risco de desertificação, no topo da lista de prioridades. "Segundo o analista em infraestrutura do MMA, Ronaldo Coelho, foram utilizados critérios técnicos para atender quem mais precisa". Por isso, os municípios com menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), altos percentuais de mortalidade infantil e com dificuldade de acesso aos recursos hídricos serão os primeiros a serem contemplados pelo programa.

Com isso, serão recuperados 2.071 dessalinizadores e criados outros 1.381, além da instalação de 206 unidades produtivas, totalizando investimento de R$ 338 mil. Junto com água de boa qualidade, as unidades produtivas garantem comida à população. Com o reaproveitamento dos rejeitos dos dessalinizadores, é criado um tanque de criação de peixes. A água salinizada ainda é reaproveitada na irrigação de atriplex, que se transforma em feno para animais.

Alternativas como as do Programa Água Doce para o combate à desertificação e adaptação às mudanças climáticas, serão debatidas na Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas - ICID 2010, que será realizada de 16 a 20 de agosto, em Fortaleza (CE). O evento vai reunir mais de duas mil pessoas, de 90 países. A meta do encontro é incluir de forma efetiva as questões relacionadas aos efeitos do aquecimento global em regiões áridas e semiáridas nas agendas de debates nacionais e internacionais.

Organizada pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em parceria com os ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, o governo do Ceará e outras entidades governamentais e de pesquisa nacionais e internacionais, a ICID 2010 vai gerar, consolidar e sintetizar dados e estudos sobre mudanças climáticas e identificar ações para promoção do desenvolvimento seguro e sustentável nas regiões semiáridas. Um bilhão de pessoas pobres e vulneráveis vivem em terras secas. No Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas vivem em áreas susceptíveis à desertificação.

publicado por André Lazaroni em 1.8.10



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