Andre Lazaroni

domingo, março 20, 2011



É hoje, mas não como cariocas e fluminenses queriam. O presidente Barack Obama falará ao Brasil e ao mundo, hoje, no Rio, mas do palco do Theatro Municipal. A ideia inicial, de um discurso na Cinelândia, com a presença de, no mínimo 35 mil pessoas, foi vetada pela segurança da Casa Branca. No Municipal, duas mil pessoas se aboletarão em cadeiras especiais e nas galerias.

Entre os privilegiados, Gilberto Gil, Pelé, Eike Batista, Martinho da Vila e outros mais. A cerimônia começará às duas da tarde, com transmissão por telões instalados na Cinelândia e pelo rádio e TV. Há muita expectativa e interesse pelo teor do discurso presidencial. A fala será, como têm sido na rotina presidencial americana, oratória bem escrita e com fundamentos humanistas.

Ontem (19/3), em Brasília, Barack Obama, e a presidenta Dilma Rousseff trocaram elogios, citando líderes que se tornaram referências no Brasil e nos Estados Unidos. Ele mencionou o ex-presidente Juscelino Kubitschek, fundador de Brasília, que disse representar o “nascimento de um novo dia”. Dilma retribuiu mencionando o ativista político norte-americano Martin Luther King Jr., um dos principais defensores dos direitos dos negros nos Estados Unidos.

“É natural que sejamos parceiros próximos e avancemos juntos”, afirmou Obama, referindo-se à proximidade dos Estados Unidos com o Brasil. “O que é Brasília senão o nascimento de um novo dia para o Brasil? Os Estados Unidos querem ajudar o Brasil a atingir todo o seu potencial. Juntos, podemos ir além. Que esse novo dia possa dar aos brasileiros a luz e o progresso da paz.”

Antes do almoço no Palácio Itamaraty, durante o brinde, Obama citou frases de JK. “Que esse novo dia do Brasil possa dar aos brasileiros a luz do progresso e da paz”. Segundo o presidente, os Estados Unidos veem “com bons olhos” a independência e o crescimento do Brasil e querem cooperar com esse processo de desenvolvimento.

Dilma disse ter celebrado o fato de a primeira mulher presidenta do Brasil receber o primeiro presidente afrodescendente dos Estados Unidos. “Os dois países são os com maior quantidade de negros fora da África. Somos democracia multiétnica, com história de luta contra desigualdades e discriminação”, afirmou a presidenta.

Em seguida, Dilma Rousseff lembrou as semelhanças entre a ideologia pregada por Martin Luther King, nos anos 60 nos Estados Unidos, em defesa do fim da discriminação racial, e a que se vive e pensa no Brasil. “Temos orgulho de viver em paz há um século. O sonho de Martin, que é o mesmo dos brasileiros, é o sonho de liberdade, harmonia e se permite acrescentar de paz”.

A presidenta também cobrou de Barack Obama o fim de barreiras protecionistas a produtos brasileiros, como condição para se intensificar relações comerciais. Em declaração conjunta à imprensa no Palácio do Planalto, Dilma citou setores como o de biocombustíveis, especificamente o etanol, exportação de carne, algodão, suco de laranja e aço, produtos brasileiros que precisam enfrentar sobretaxas para entrar nos Estados Unidos.

“O Brasil está crescendo e os Estados Unidos reconhecem com entusiasmo o potencial do país”, disse o presidente norte-americano, em seu segundo discurso em Brasília, desta vez no Palácio do Itamaraty. “Estamos aqui para facilitar um diálogo real e efetivo”, disse ele. Obama destacou ainda o fato de dez acordos bilaterais terem sido assinados entre Estados Unidos e Brasil.

Como disse, ontem, em Brasília um experimentado jornalista, “a presença de Barack Obama e seu encontro com a presidenta Dilma Rousseff foram muito positivos. Há um novo relacionamento Brasil-Estados Unidos. Acabou o tempo da vassalagem e de se achar que os norte-americanos são maiores do que os outros. O Brasil e o mundo dizem isso”. (Com reportagens da Agência Brasil)

publicado por André Lazaroni em 20.3.11



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